O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão imediata de uma peça de propaganda da campanha de reeleição do presidente Lula (PT) em que o também candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), é associado às milícias do Rio de Janeiro.
A decisão, publicada na noite desta quinta-feira (15), apontou o uso irregular de personagens criados por I.A. com o intuito de simular depoimentos reais na propaganda petista.
De acordo com Mendonça, que também é ministro do Supremo Tribunal Federal, a campanha de Lula estará sujeita a multa de R$ 10 mil por exibição da peça em caso de descumprimento da decisão. A determinação atendeu a um pedido da campanha do senador pelo PL.
Na peça publicitária alvo da determinação, a campanha de Lula associa relatos de violência e extorsão praticados por membros de milícias a falas proferidas por Flávio Bolsonaro durante o período entre 2003 e 2019 em que foi deputado estadual pelo Rio de Janeiro.
“A propaganda desenvolve narrativa estruturada mediante a sucessão de depoimentos sobre práticas criminosas atribuídas a milícias, fragmentos de declarações do candidato, notícias jornalísticas e manifestações opinativas, conduzindo o espectador à conclusão de que Flávio Bolsonaro mantém vinculação com essas organizações criminosas”, diz a decisão do ministro.






